Ganhei de #amigosecretoblogueiro, que aconteceu no final do ano passado, da Anna o livro “O Júri” de John Grisham. Nunca tinha lido nenhuma obra dele. Mas já conhecia alguns filmes adaptados de seus livros, que por sinal fizeram muito sucesso: “O Homem que Fazia Chover” contando com Danny Devito e Matt Damon, “A Firma” com Tom Cruise e “O Júri” com John Cusack. Todos relacionados com a área de Direito. Não é por menos, já que ele se formou e atuou como advogado por um tempo, que o influenciou na temática dos seus livros.
A história é sobre um julgamento de uma viúva contra uma empresa de cigarros, pois segundo a senhora, a culpa de seu marido ter morrido de câncer de pulmão é de quem fabrica cigarro. No filme, só muda que a viúva processa uma empresa de armas de fogo, pela morte de seu marido, que foi morto por uma pessoa que não tinha porte de arma. Os dois casos são um tanto quanto, num primeiro olhar, bem fáceis de resolver, não é? Pois partimos da premissa que cada um faz da sua vida o que quiser. A empresa não obriga ninguém a fumar, quem dirá ser culpada da morte de alguém por não ter porte de arma.
Só que não é esse o ponto abordado. Pelo menos, não pela acusação, mas pela defesa. A empresa é culpada, o que sei que antigamente era assim, de fazer propaganda enganosa de seu produto. Colocando jovens bonitos para atrair novos consumidores de cigarro e não alertando dos malefícios de seu uso. Hoje, evoluiu muito nesse quesito. O que me faz pensar que por esse motivo, o roteirista preferiu trocar a indústria do cigarro pela da arma de fogo. Não subestimando o fato que a luta contra o cigarro ainda está longe de acabar.
Grisham nos mostra o lado omisso dos julgamentos que vai a júri popular. Ele nos mostra que há especialistas em selecionar jurados para garantir de antemão a vitória em um julgamento. No livro é bem lembrado que isso não é contra lei, mas antiético. Além disso, há chantagens e compras de voto, que aí sim é um trabalho sujo. Já ouvi casos em que o criminoso admite ter praticado assassinato, mas algum jurado o inocentou. Seria compra de voto? Chantagem? Inocência?
Sei que vão me achar preguiçosa, mas achei que o foi desnecessário o livro ter 505 páginas. Achei um pouco repetitivo. Pode ser devido a prolixidade inerente a maioria dos advogados. É uma leitura rápida, apesar do número de páginas, porque o autor dividiu muito bem os capítulos de uma forma que você fica curioso para saber o que vem pela frente. Com certeza, teria sido melhor eu ter lido antes de ver o filme, porque as surpresas do enredo é que tem toda a graça.
P.S.: Meu pai me viu lendo o livro e me disse: "Ah, Kamilla, agora entendi porque você vai fazer Direito. Só para virar escritora como esse cara aí." Gente?


22 comentários:
Parece ser interessante. E concordo que ler o livro antes de ver o filme é muito melhor, rs.
Olha só, eu procurando livros de suspense sem ser da Agatha e você toca nesse. Legal isso. Eu gosto de coisas que as pessoas escondem de você na realidade e você fica sabendo depois vendo um filme ou lendo um livro. Eu acho esse lance de Direito algo muito escondido mesmo... Até teria vontade de ser, mas não sei. Julgar não é comigo, rs.
Ah, e o seu pai. Poxa, nada a ver. Não é porque você será advogada que vai escrever um livro sobre isso. Veja só pela Stephenie Mayer escrevendo Crepúsculo. Hum... Será que ela é uma Bella Swan?
snowbooksowlsplush.blogspot.com
Acho que o juri é fundamental na decisão da sentença de um crime e saber escolher quem vai sentar lá na cadeirinha é super importante. Fiquei muito impressionada nesse sentido quando vi 12 homens e uma sentença. O filme é incrível e fez com que eu me interessasse um pouquinho mais por direito.
Nasci no dia do advogado, 11 de agosto, sabia? #random.
beijos
Acho que meu namorado (advogado) iria gostar do filme! Talvez eu assista o filme (preguiciiinha de ler 505 páginas).
Nossa Kamilla, me deu muita vontade de ler! Tenho que parar de ler resenhas de livros em blogs, senão minha lista de livros futuros não para de crescer, hahaha.
Beijos!
e eu que nunca vi nenhum desses filmes, que dirá ler os livros...
tribunal não é meu forte.
Nunca li, nem tinha ouvido falar desse livro, Kamilla. Mas, indo pelo comentário do seu pai, e como eu também quero o direito... irei ler, haha! :)
Beijos
Parece ser um bom llivro!
Minha colega?
O livro é bom e o filme melhor ainda.
Já se definiu por alguma área?
Fiz cível, mas gosto muito de tributário e penal. Tive grandes mestres.
Mudou a foto, né?
Tá muito linda!!!Bjsss
Sou fã dos livros de John Grishan. Já li vários, e também assisti os filmes, inclusive O Júri, que é um clássico para os estudantes de Direito(assim como eu).
Tinha perdido o link do seu blog, Kamilla. Vou seguir aqui.
Beijos!
Faz tanto tempo que não páro para ler algo que chego a sentir vergonha! Mas agora é por pura falta de tempo mesmo! Anoto todas as boas indicações!
Um beijo, querida!
Eu não costumo ler um livro depois de já ter assistido ao filme... aliás, nunca fiz isso. Simplesmente não consigo.
Acho esses filmes sobre julgamentos bem interessantes, tme tanta coisa por trás... pois é.
Beijo, moça.
Pra mim a ordem relamentye não importa pq o fiolme nunca é fiel ao livro mas eu particularmente não sou muito fan do John Grisham...acho que é o gênero dos livros dele que não me atrai muito.
Beijo!
Engraçado, Kamilla, que eu tenho certeza que já vi esse filme alguma vez, mas não me lembro de praticamente nada, só do John Cusack, da Rachel Weiss e de um troço relacionado a escolha do júri popular. Lapso de memória, a gente vê por aqui.
Beijo!
São livros interessantes, por essa discussão presente neles. Aborda o mundo do direito de uma forma soberba. E por mais que algumas questões sejam simples, ela se torna complexa quando se insere em outras esferas em relação ao debate. Como bem você falou.
Beijos!!
Bom, eu lembro da época em que a Malboro, por exemplo, anunciava com cowboys lindos e livres e o comercial do Free era todo cool, com pessoas lindas e inteligentes ouvindo Jazz.
Eu até entendo que essas propagandas podem induzir pessoas ao fumo, mas gente, não obrigam e se não obrigam não devem ser penalizadas. Tudo bem, hoje em dia nem existe mais comercial de cigarro na TV, o que é sim bom e evita a divulgação do fumo, mas cara, mesmo assim a galera fuma.
Para mim, cada um é responsável pelos seus atos e deve arcar com eles. Largar cigarro não é fácil, mas conheço muita gente que largou depois de quase 50 anos de vício (minha avó, por exemplo), então não é impossível se você tiver força de vontadade!
Enfim, esses livros de direito não costumam me interessar muito, mas esse até me deixou curiosa!
Eu sempre fugi do filme “O Júri” hahaha Nem sabia que havia um livro. Assuntos de Direito nunca me interessaram muito...Mas é interessante saber o que há por trás do julgamento, como o caso da seleção dos jurados.
kkkk! Adorei o que o teu pai disse, pode?
Eu gostei do filme O Juri e não tinha ideia de que era um livro. Adorei a tua dica. Vou procurar.
Um beijo.
o louco, 505 páginas??? caramba!!
se quiser, acesse meu blog http://artegrotesca.blogspot.com
Tinha muita preguicinha e preconceito desse autor, mas nunca tinha visto por esse lado. Que pra quem não tem preconceito em relação à área de direito como eu (desculpa) pode muito bem se interessar pelo assunto e ler livros sobre isso. Mas, olha, preciso superar esse preconceito com pessoas do direito. Mania feia.
Lembro bem desses comerciais de cigarro, mostrando um cara bonitão cercado de garotas boazudas, num iate em alto mar!
"Eu quero ser assim", pensei.
Hoje, anos depois, ainda luto pra me livrar desse vício inútil.
Bjoo!!!
Confesso que não é meu tipo de livro preferido, mas conheço o filme e acho fantástico! Não sabia que era baseado em um livro :D
Abraços,
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